lundi 10 décembre 2007

Governos e sociedade ecologica: paradoxos

Entre os governos e a sociedade Civil, um verdadeiro impasse cada vez mais dificil em relação à questão ecologica. Governos conservadores, com o de Greoge Bush, liberais, como o Inglês ou o Mexicano, mas tambem nacionalistas-liberais como o de Poutine, ou de esquerda, como Lula e Rafael Correa no Equador; Hoje todos sofrem crescentes pressões por seu passivo ambiental; O crescimento econômico - considerado essencial para a questão social - ameaça por outro lado suas florestas, terras, rios e nascentes, trazendo novos riscos e custos sociais. Os movimentos sociais em geral organisam-se para evitar o pior e tentar impor criterios locais, ligados à territorialidade, sobretudo em projetos de grandes impacto como minas, barragens, grandes monoculturas.

Por outro lado os governos argumentam que não podem ficar fora do terrivel jogo global da economia e geopolitica da sociedade do seculo XXI; Se o Brasil ja é um ator considerado importante no cenario internacional, não é pelo seu PIB atual, mas pelas projeções de sua economia daqui a vinte anos. Os dados ja foram lançados, e os setores estratégicos da economia que difinirão o futuro do século - como energia, agua, alimentação, agricultura, sementes, informação e comunicação - estão sofrendo disputas sem precedentes e devem "consolidar-se" nos proximos dez anos; quer dizer grandes monopolios setoriais, dividos entre os paises que competem no jogo global;

Os grandes negocios das empresas realmente importantes hoje são fechados em pessoa pelos chefes de estado; O estilo Sarko não é uma novidade, mas somente uma caricatura do presidente-vendedor das empresas nacionais, onde a politica exterior é guiada explicitamente pelas vendas de aviões, armas, usinas nucleares, barragens e TGVs; Isto é claro torna-se um problema quando as empresas ja não são do estado mas privadas; O voluntarismo comercial dos chefes de estado acaba esfacelando o limite entre o publico e o privado, que novamente não é mais considerado necessario diante da urgencia da corrida empresarial; Nosso mundo esta ameaçado pelo hiperconsumo destes mesmos recursos que alimentam a corrida nas bolsas de valores e mercados financeiros.

Neste contexto a sociedade civil organisada naturalmente coloca-se como defensor de seus recursos naturais em relação aos grande projetos de infraestrutura, muitas vezes suscitando reações e oposições violentas do estado, como na Russia, Lybia, China e outros paises que estão longe de respeitar as regras basicas da democracia. A voz do cidadão não é frequentemente ouvida ; Hoje, em um contexto de cada vez maior concentração de poder, os governos devem reconhecer a participação dos movimentos sociais e organizações locais como parte da luta pelos direitos humanos, e não tentar aniquila-los ou ignora-los.

Mas da parte da sociedade civil, a verdadeira radicalidade possivel hoje é moral e ética; é importante afirmar que não ha estratégia de ações radicais que possa ser justificada num mundo onde cresce a barbarie social e ecologica e em que as instituições multilaterais balançam diante do extremismo;

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