A viagem oficial de Sarkozy à Washington tem uma forte representação politica internacional, que exige uma leitura ampla, para além da questão do Irã e do oriente médio;
A declaração de amor e união de Sarko à presidencia americana revela, para além da citação de Elvis Presley, traços geopoliticos importantes:
Acordo para o bombardeio do irã, Apoio incondicionaol à Israel, Permanência do exercito francês no Afeganistão;
Sarko busca capitalizar alguma "ruptura" em relação a Chirac, mas a verdade é que a nivel interno não vem tendo resultados convincentes; investindo em uma reconciliação
com os EUA, apos três anos de divergências sobre a guerra do Iraque, o que salta aos olhos é o americanismo de superficie do proprio Sarkozy, que investe na parceria com um governo Bush que hoje tem dificuldades em manter-se credivel;
declaração do presidente francês, feliz em seu alinhamento com um governo descreditado:
"eu declaro solenemente hoje: a França segue engajada no afeganistão por quanto tempo for necessario, pois o que esta em jogo neste pais é o futuro da Aliança Atlântica;"
Le monde, 9/11/07, pag 1;
jeudi 8 novembre 2007
lundi 5 novembre 2007
Green Washing e "Darfour Washing"
Lavagem de verde; em português o termo não convence, mas na imprensa americana a expressão "green washing" ja foi adotada para descrever os métodos de comunicação ambiental das grandes empresas;
Aqui na França, vemos uma verdadeira nouvelle vague de Green Washing depois do "Grenelle de l'environnement"; EDF, a estatal francesa de energia, acaba de lançar uma grande campanha publicitaria, com cartazes em toda Paris, no metrô, nos jornais e nas revistas: Apresentam uma marca nova, "edf bleu ciel" ( edf azul céu ), que ninguem sabe se é uma campanha ecologica, um plano de financiamento ou uma filial de capital privado; Nada se diz entretanto sobre a ampliação da entrada de capital privado na empresa, da contrução de mais três termoeletricas a carvão no norte da França e do prosseguimento dos projetos de novos portos para importação de petroleo e gas russos.
Hoje todo setor industrial é confrontado com os novos imperativos ambientais, que felizmente (e tardiamente) começam a ser traduzidos em politicas publicas; Medidas que pressionam o setor produtivo a reduzir, mudar ou reconsiderar atividades produtivas segundo seu impacto ambiental;
Entretanto hoje o mundo empresarial parece mais inclinado a financiar grandes campanhas publicitarias, contratos com estrelas do esporte ou do cinema, do que investir em novas alternativas de produção e na redução de poluentes;
Mesmo se louvamos a necessaria responsabilidade social e ambiental do setor privado e buscamos acreditar em resultados positivos da hiper-exposição publicitaria, inumeros exemplos de "green washing" cada vez mais deixam a sensação de que o departamento de comunicação destas empresas hoje são as mesmas grandes agências de publicidade, que produzem campanhas de marketing ambiental sem qualquer relação com a pratica destas empresas; A elaboração dos conteudos e conceitos é terceirizada com as cada vez mais numerosas consultorias privadas, que operam verdadeiros "relooks" das empresas.
Enquanto isso Sarko desembarca triunfalmente do Tchad, onde foi pessoalmente buscar os jornalistas presos no "affaire de l'Arche de Noe", em mais uma custosa operação de comunicação desta vez ainda mais despropositada, pois não consegue esconder a omissão do estado francês e a incompetencia do Quai d'Orsay neste "affaire humaitaire";
Mas não é grave, no mundo globalizado de "TF1", parece que as verdadeiras informações não interessam mais; O que vale é a imagem Sarko descendo do avião com os heroicos jornalistas; O resto pode ser resolvido com uma boa consultoria, novos créditos e uma grande agencia de publicidade.
Aqui na França, vemos uma verdadeira nouvelle vague de Green Washing depois do "Grenelle de l'environnement"; EDF, a estatal francesa de energia, acaba de lançar uma grande campanha publicitaria, com cartazes em toda Paris, no metrô, nos jornais e nas revistas: Apresentam uma marca nova, "edf bleu ciel" ( edf azul céu ), que ninguem sabe se é uma campanha ecologica, um plano de financiamento ou uma filial de capital privado; Nada se diz entretanto sobre a ampliação da entrada de capital privado na empresa, da contrução de mais três termoeletricas a carvão no norte da França e do prosseguimento dos projetos de novos portos para importação de petroleo e gas russos.
Hoje todo setor industrial é confrontado com os novos imperativos ambientais, que felizmente (e tardiamente) começam a ser traduzidos em politicas publicas; Medidas que pressionam o setor produtivo a reduzir, mudar ou reconsiderar atividades produtivas segundo seu impacto ambiental;
Entretanto hoje o mundo empresarial parece mais inclinado a financiar grandes campanhas publicitarias, contratos com estrelas do esporte ou do cinema, do que investir em novas alternativas de produção e na redução de poluentes;
Mesmo se louvamos a necessaria responsabilidade social e ambiental do setor privado e buscamos acreditar em resultados positivos da hiper-exposição publicitaria, inumeros exemplos de "green washing" cada vez mais deixam a sensação de que o departamento de comunicação destas empresas hoje são as mesmas grandes agências de publicidade, que produzem campanhas de marketing ambiental sem qualquer relação com a pratica destas empresas; A elaboração dos conteudos e conceitos é terceirizada com as cada vez mais numerosas consultorias privadas, que operam verdadeiros "relooks" das empresas.
Enquanto isso Sarko desembarca triunfalmente do Tchad, onde foi pessoalmente buscar os jornalistas presos no "affaire de l'Arche de Noe", em mais uma custosa operação de comunicação desta vez ainda mais despropositada, pois não consegue esconder a omissão do estado francês e a incompetencia do Quai d'Orsay neste "affaire humaitaire";
Mas não é grave, no mundo globalizado de "TF1", parece que as verdadeiras informações não interessam mais; O que vale é a imagem Sarko descendo do avião com os heroicos jornalistas; O resto pode ser resolvido com uma boa consultoria, novos créditos e uma grande agencia de publicidade.
Sertanistas, mateiros... e índios cineastas
Nosso tempo definitivamente desafia o pensamento dicotômico e todas as idéias feitas;
Em nossa recente missão ao Acre, com Danielle Mitterrand e o professor Alain Ruellan, tivemos a oportunidade de encontrar - na bonita casa de Jorge Viana em Rio Branco - o sertanista José Carlos Meirelles, "mateiro" da Funai; Meirelles é um dos mais experientes e dedicados defensores dos índios isolados de nosso país; Vive a sete dias de barco da civilização, à beira do rio Envira; Defende sua escolha pela floresta com paixão, e suas ideias com bravura, quando critica a Funai por abandonar os mateiros em nome da "tecnologia";
Dois dias depois, voamos até o alto rio Juruá, onde passamos dois dias no centro Yoreka Atame, projeto de qualidade criado e gerenciado pelos índios Ashaninka; Ali podemos ver Bebito Ashaninka com sua inseparável filmadora; Bebito - cineasta formado pelo belo trabalho "Video nas Aldeias" - já ganhou prêmios internacionais e está realizando seu terceiro filme; Benki, seu irmão, coordena pelo celular a visita da ex primeira dama francesa; Chantsi, irmã mais nova, gerencia o escritorio da ONG Apitxwa, onde responde aos emails e trabalha com artesanato e cultura;
Quando retornamos a Paris não podemos deixar de refletir sobre a necessidade de se comunicar de maneira eficiente sobre o que se passa na Amazônia; Seja nas agências de cooperação, entre as ONGs, nas esquerdas, a visão do "pulmão do mundo" continua uma caricatura: Indios ameaçados pelo branco colonizador; Num vagão lotado do metrô parisiense, diante do triste espetaculo da depressão coletiva de milhões de "ricos" trabalhadores, penso no sorriso desses "pobres" indios, sem dinheiro, sem creche, sem casa de alvenaria...
Quando deixaremos de tentar reproduzir o modo de vida dos países do norte? Quando deixaremos de pensar nosso povo como um problema, mas como nossa maior riqueza? Quando teremos indicadores e uma visão de desenvolvimento para nosso povos florestais? E quando será que o governo acreano conseguirá comunicar para o mundo o belo conceito de Florestania?
Para quem quer conhecer algumas das mais importantes questões amazônicas, aconselho o excelente Blog do Altino Machado, jornalista acreano, que publicou nesta ultimo fim de semana um artigo do professor Meirelles, sertanista citado, sobre as amaeaças que pesam sobre ele, sua familia e a região do rio Envira.
Em nossa recente missão ao Acre, com Danielle Mitterrand e o professor Alain Ruellan, tivemos a oportunidade de encontrar - na bonita casa de Jorge Viana em Rio Branco - o sertanista José Carlos Meirelles, "mateiro" da Funai; Meirelles é um dos mais experientes e dedicados defensores dos índios isolados de nosso país; Vive a sete dias de barco da civilização, à beira do rio Envira; Defende sua escolha pela floresta com paixão, e suas ideias com bravura, quando critica a Funai por abandonar os mateiros em nome da "tecnologia";
Dois dias depois, voamos até o alto rio Juruá, onde passamos dois dias no centro Yoreka Atame, projeto de qualidade criado e gerenciado pelos índios Ashaninka; Ali podemos ver Bebito Ashaninka com sua inseparável filmadora; Bebito - cineasta formado pelo belo trabalho "Video nas Aldeias" - já ganhou prêmios internacionais e está realizando seu terceiro filme; Benki, seu irmão, coordena pelo celular a visita da ex primeira dama francesa; Chantsi, irmã mais nova, gerencia o escritorio da ONG Apitxwa, onde responde aos emails e trabalha com artesanato e cultura;
Quando retornamos a Paris não podemos deixar de refletir sobre a necessidade de se comunicar de maneira eficiente sobre o que se passa na Amazônia; Seja nas agências de cooperação, entre as ONGs, nas esquerdas, a visão do "pulmão do mundo" continua uma caricatura: Indios ameaçados pelo branco colonizador; Num vagão lotado do metrô parisiense, diante do triste espetaculo da depressão coletiva de milhões de "ricos" trabalhadores, penso no sorriso desses "pobres" indios, sem dinheiro, sem creche, sem casa de alvenaria...
Quando deixaremos de tentar reproduzir o modo de vida dos países do norte? Quando deixaremos de pensar nosso povo como um problema, mas como nossa maior riqueza? Quando teremos indicadores e uma visão de desenvolvimento para nosso povos florestais? E quando será que o governo acreano conseguirá comunicar para o mundo o belo conceito de Florestania?
Para quem quer conhecer algumas das mais importantes questões amazônicas, aconselho o excelente Blog do Altino Machado, jornalista acreano, que publicou nesta ultimo fim de semana um artigo do professor Meirelles, sertanista citado, sobre as amaeaças que pesam sobre ele, sua familia e a região do rio Envira.
jeudi 1 novembre 2007
O naufragio da "Arche de Zoé"
O incrivel caso da Arca de Zoe, associação francesa que montou uma operação de adoção em massa de crianças do Darfour, região em conflito da africa central, mostra confusões e limites da ação humanitaria e caritativa; Mas o caso tambem revela uma total incapacidade do estado francês de tratar a questão; Gerenciar projetos de desenvolvimento, inserção social ou de preservação do meio ambiente não é como fazer uma campanha, uma viagem, ou fechar um negocio de venda de armas.
A tal ONG, criada ha tres anos por membros de uma associaçao de "jipeiros", não respeitou a legislação do Tchad, pais onde opera a base francesa e da ONU de apoio à resoluçao do conflito na região; Mesmo sabendo que o governo do presidente Idriss Deby não aceita a adoção, a ONG tinha contatos e apoio da base militar francesa, beneficiava de vôos militares e assim continuou a capitalizar fundos para sua operação; Cada familia francesa pagava antecipadamante de 3000 a 6000 euros para ter um "orfão do darfour"; O grupo prosseguiu e acertou o aluguel de um boing para trazer 104 crianças para Paris; A operação foi interrompida no aeroporto e os responsaveis devem ser condenados pela justiça do Tchad, que descobriu que as crianças não eram sudanesas mas tchadianas, e que quase todas tinham familias;
O Quai d'Orsay declara ter feito "todo o possivel para impedir a operação", mas admitiu que a conhecia perfeitamente; O chanceler, Bernard Kouchner, foi um dos grandes promotores das ações "humanitarias" no Darfour, conhece a região...mas até hoje nao apareceu para manifestar-se a respeito;
Para alem da critica à uma operação equivocada, deve-se colocar em questão a natureza mesmo das relações "humanitarias" entre França, Europa e o continente africano; e a assimilação da sociedade civil com as forças de ocupação. Ja na Costa do Marfim, ha dois anos, os conflitos contra a ocupação francesa haviam provocado criticas a Paris;
As ações de ONGs de desenvolvimento não são aventuras passageiras. Necessitam uma base de apoio local muito segura, onde as açoes não reflitam o pensamento do "ocupante", mas a necessidade das populações. Para alem de operações midiaticas e da distribuição de remedios e alimentos, a cooperação internacional deve busca criar os vinculos sociais e a saude ecologica necessarias para um desenvolvimento sustentavel do continente africano.
A tal ONG, criada ha tres anos por membros de uma associaçao de "jipeiros", não respeitou a legislação do Tchad, pais onde opera a base francesa e da ONU de apoio à resoluçao do conflito na região; Mesmo sabendo que o governo do presidente Idriss Deby não aceita a adoção, a ONG tinha contatos e apoio da base militar francesa, beneficiava de vôos militares e assim continuou a capitalizar fundos para sua operação; Cada familia francesa pagava antecipadamante de 3000 a 6000 euros para ter um "orfão do darfour"; O grupo prosseguiu e acertou o aluguel de um boing para trazer 104 crianças para Paris; A operação foi interrompida no aeroporto e os responsaveis devem ser condenados pela justiça do Tchad, que descobriu que as crianças não eram sudanesas mas tchadianas, e que quase todas tinham familias;
O Quai d'Orsay declara ter feito "todo o possivel para impedir a operação", mas admitiu que a conhecia perfeitamente; O chanceler, Bernard Kouchner, foi um dos grandes promotores das ações "humanitarias" no Darfour, conhece a região...mas até hoje nao apareceu para manifestar-se a respeito;
Para alem da critica à uma operação equivocada, deve-se colocar em questão a natureza mesmo das relações "humanitarias" entre França, Europa e o continente africano; e a assimilação da sociedade civil com as forças de ocupação. Ja na Costa do Marfim, ha dois anos, os conflitos contra a ocupação francesa haviam provocado criticas a Paris;
As ações de ONGs de desenvolvimento não são aventuras passageiras. Necessitam uma base de apoio local muito segura, onde as açoes não reflitam o pensamento do "ocupante", mas a necessidade das populações. Para alem de operações midiaticas e da distribuição de remedios e alimentos, a cooperação internacional deve busca criar os vinculos sociais e a saude ecologica necessarias para um desenvolvimento sustentavel do continente africano.
140% de aumento presidencial: se fosse no Brasil não passava
Se fosse no Brasil não passaria desapercebido o aumento salarial de 140% autoconcedido pelo presidente Sarkozy;
A experiencia recente com o aumento do salario do legislativo brasileiro - onde a resistência popular e a independência da midia foram capazes de arrefecer os apetites parlamentares - mostra que a boa saude da democracia depende do exercicio da cidadania e da liberdade da imprensa;
Na França os principais canais de televisão, radios e revistas, são propriedade de grandes grupos dirigidos por compadres de Sarkozy; situação que acaba criando uma imprensa não propriamente alinhada, mas visivelmente apadrinhada e sob controle, como testemunha o canal TF1, do grande amigo de Sarko, padrinho de sua filha, Martin Bouygues;
Nos salva aqui a presença do "Canard Enchainé", do "Monde Diplomatique", "Charlie Hebdo", e o fato de que os jornais Le Monde e Liberation, mesmo se parcialmente controlados por capital privado dos grande grupos, sofrem uma forte pressão sindical da parte das instituições internas dos jornalistas, o que assegura um minimo de independência;
Vale dizer que os dois jornais passaram por um positivo processo interno de renovação: Libé renasceu das cinzas pela mão de Rotschild, e agora esta com nova direção, novo formato e boas reações à nova linha editorial, de esquerda moderada, nas pistas dos socialistas mais liberais, como Segolène e Delanoë ; Le Monde passou pelo dificil mas necessario processo de saida de seu diretor Jean Marie Colombani, e de varios membros do Conselho de Administraçao proximos a ele, como o poderoso Alain Minc; O novo diretor, Eric Fottorino - jornalista, mais jovem e vindo da redação - imprimiu uma linha coerente e relativamente critica em relação ao governo;
Aqui, como no Brasil, a mobilização social - em seu sentido construtivo, propositivo - assim como a saude e a renovação do movimento sindical, são indispensaveis em nosso momento historico, onde esfacelam-se os limites entre o poder publico, o setor privado e os grupos de midia.
Como diz o Canard,
"La liberté de la presse ne s'use que quand on ne s'en sert pas"
"A liberdade da imprensa so desaparece quando ninguem faz uso dela"
A experiencia recente com o aumento do salario do legislativo brasileiro - onde a resistência popular e a independência da midia foram capazes de arrefecer os apetites parlamentares - mostra que a boa saude da democracia depende do exercicio da cidadania e da liberdade da imprensa;
Na França os principais canais de televisão, radios e revistas, são propriedade de grandes grupos dirigidos por compadres de Sarkozy; situação que acaba criando uma imprensa não propriamente alinhada, mas visivelmente apadrinhada e sob controle, como testemunha o canal TF1, do grande amigo de Sarko, padrinho de sua filha, Martin Bouygues;
Nos salva aqui a presença do "Canard Enchainé", do "Monde Diplomatique", "Charlie Hebdo", e o fato de que os jornais Le Monde e Liberation, mesmo se parcialmente controlados por capital privado dos grande grupos, sofrem uma forte pressão sindical da parte das instituições internas dos jornalistas, o que assegura um minimo de independência;
Vale dizer que os dois jornais passaram por um positivo processo interno de renovação: Libé renasceu das cinzas pela mão de Rotschild, e agora esta com nova direção, novo formato e boas reações à nova linha editorial, de esquerda moderada, nas pistas dos socialistas mais liberais, como Segolène e Delanoë ; Le Monde passou pelo dificil mas necessario processo de saida de seu diretor Jean Marie Colombani, e de varios membros do Conselho de Administraçao proximos a ele, como o poderoso Alain Minc; O novo diretor, Eric Fottorino - jornalista, mais jovem e vindo da redação - imprimiu uma linha coerente e relativamente critica em relação ao governo;
Aqui, como no Brasil, a mobilização social - em seu sentido construtivo, propositivo - assim como a saude e a renovação do movimento sindical, são indispensaveis em nosso momento historico, onde esfacelam-se os limites entre o poder publico, o setor privado e os grupos de midia.
Como diz o Canard,
"La liberté de la presse ne s'use que quand on ne s'en sert pas"
"A liberdade da imprensa so desaparece quando ninguem faz uso dela"
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