jeudi 28 février 2008
Retorno do estado forte na cena econômica mundial
No plano econômico, o ano de 2008 se inicia marcado pela ameaça de generalização da crise no setor de crédito; Através da quebra do setor do crédito imobiliario tivemos neste ano que passou grandes momentos para compreender algumas novas direções que devem persistir na economia mundial. Grandes bancos europeus ameaçados de falencia abrem o capital para fundos de estado dos paises do golfo, como o banco UBS que foi capitalizado pelo estado de Singapura em quase 10 bilhoes de dolares, o que torna o estado segundo acionista do gigante suiço; O Citibank pede socorro de quase 10 bilhoes de dolares ao emirado de Abou Dabhi, que torna-se proprietario de mais de 5% do maior banco mundial; Os bancos centrais da Inglaterra e dos Estados Unidos sairam em defesa de seus bancos, injetando dinheiro fresco para evitar uma quebra generalizada da confiança no crédito imobiliario. Et voila, quem poderia prever ha alguns anos que os maiores atores da economia mundial apelariam novamente para o bom e velho dinheiro publico...e que a alta dos preços nas materias primas iria elevar os paises emergentes e as monarquias do golfo – quase todos regimes nacionalistas - a concentrarem a maior parte das reservas de câmbio do planeta. São pistas para compreender este novo século que traz a consolidação de um mundo multipolar, onde os paises do sul revindicam o estatuto de potencias internacionais e pedem espaço nas instituições internacionais;
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