lundi 22 octobre 2007

O Rugby e o PIB francês

A febre do rugby tomou conta da França durante os meses de verão que antecediam o mundial; Marcas, anuncios, trens, hoteis, todos juntos derriere les bleus;

mas derriere tout ça, promissores e polêmicos negocios e "affaires politiques"...

A incrivel negociata que levou à TF1, do grupo de Martin Bouygues, "copain" de Sarkozy, a comprar os direitos de televisão por 110 milhoes de euros elevevam a copa do mundo de Rugby a um megaevento esportivo; O presidente, amigo pessoal do treinador da equipe nacional, Bernard Laporte, se engaja corpo e alma no mundial; e propõe a Laporte, tambem empresario e "socio" desta copa do mundo, um posto de secretario de estado para o esporte; merveilleux!

Começa o torneio com uma vitoria da Argentina diante de uma palida exibição francesa; Termina o torneio com outra vitoria, um massacre argentino diante de uma equipe de "bleus" sem comando nem estrategia. O treinador, programado para asumir triunfalmente suas funções publicas, assume nesta segunda desacreditado, derrotado, e o que é pior, sob investigaçoes de fraude fiscal entre suas inumeras empresas;

O esporte esta, na França, tradicionalmente sob a tutela do ministerio do saude, pelo que o polêmico treinador vai ser enquadrado pela ministra da Saude, Roseline Bachelot, que vem do governo Chirac e apresenta perfil mais antigo que moderno; O casamento promete boas paginas do "Canard", pois mesmo antes de assumir Laporte declarou que sente-se livre e que "se nao gostar, vai embora", sendo repreendido logo em seguida por Mme. Bachelot.

A expectativa presidencial era de que o mundial de Rugby "elevase o moral das familias francesas", relançando o consumo e dopando de até meio ponto o crescimento econômico tão esperado. Os resultados bem menos gloriosos vêm fechar este outubro negro do presidente Sarkozy, marcado pelo seu divorcio, pelo começo das greves, pela resistencia ao "teste ADN", pelo escândalo da EADS, pelos fracassos diplomaticos como recentemente diante de Poutine;

Sarko vai ter que achar outro remedio para dopar a economia francesa...

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